Saúde Geral e Prevenção

P: Com que idade devo começar a fazer exames urológicos? 

R: Homens sem sintomas devem iniciar avaliação aos 40-50 anos. Aqueles com fatores de risco (histórico familiar, tabagismo, sedentarismo) devem começar mais cedo. Mulheres geralmente procuram quando apresentam sintomas específicos.

P: Qual é a importância do PSA (Antígeno Prostático Específico)? 

R: O PSA é um marcador para rastreamento de câncer de próstata. Valores elevados podem indicar inflamação, infecção ou câncer. Recomenda-se discussão individualizada sobre riscos e benefícios do rastreamento com seu médico.

P: Infecção urinária é grave? 

R: Depende. Infecções simples da bexiga (cistite) são comuns e tratáveis com antibióticos. Porém, infecções recorrentes ou que atingem os rins (pielonefrite) requerem investigação para identificar causas subjacentes.


Próstata

P: Quais são os sintomas de problemas na próstata? 

R: Os principais são: dificuldade para urinar, jato fraco, necessidade frequente de urinar (especialmente à noite), sensação de esvaziamento incompleto e, em casos graves, retenção urinária.

P: Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) pode virar câncer? 

R: Não. HPB e câncer de próstata são condições independentes. Ambas podem coexistir, mas uma não causa a outra. HPB é aumento benigno do volume; câncer é crescimento maligno de células.

P: Qual é o tratamento para HPB? 

R: Varia conforme severidade. Casos leves: mudanças comportamentais (reduzir líquidos noturnos, evitar cafeína). Moderados: medicamentos (alfa-bloqueadores, inibidores de 5-alfa-redutase). Graves: procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia (RTUP).

P: Prostatite é contagiosa? 

R: Depende do tipo. Prostatite bacteriana aguda pode ter origem em infecção urinária. Prostatite crônica geralmente não é contagiosa. Sempre use proteção em relações sexuais se houver infecção ativa.


Disfunção Erétil

P: Disfunção erétil é normal com a idade

R: Frequência aumenta com idade, mas não é inevitável. Pode indicar problemas vasculares, hormonais, neurológicos ou psicológicos. Sempre merece investigação.

P: Quais são as causas mais comuns? 

R: Vasculares (hipertensão, diabetes, aterosclerose), hormonais (baixa testosterona), neurológicas (neuropatia diabética), psicológicas (estresse, ansiedade) e medicamentosas (alguns anti-hipertensivos, antidepressivos).

P: Medicamentos como Viagra funcionam para todos? 

R: Não. Eficazes em 70-80% dos casos, especialmente quando causa é vascular. Ineficazes se origem é neurológica severa ou psicológica não tratada. Requerem investigação prévia.


Incontinência Urinária

P: Incontinência urinária é apenas coisa de idosos? 

R: Não. Afeta todas as idades. Em mulheres, comum após gravidez/parto. Em homens, pode ocorrer após cirurgia de próstata. Sempre investigável e tratável.

P: Qual é a diferença entre incontinência de esforço e urgência? 

R: Esforço: vazamento ao tossir, espirrar, rir ou exercitar (fraqueza do esfíncter). Urgência: vontade súbita e incontrolável de urinar, com vazamento (hiperatividade vesical).

P: Existem tratamentos não-cirúrgicos? 

R: Sim. Fisioterapia pélvica (Kegel), modificações comportamentais, medicamentos (anticolinérgicos para urgência) e neuromodulação. Cirurgia é última opção.


Cálculos Renais

P: Como sei se tenho cálculo renal? R: Dor súbita e intensa nas costas/flanco, irradiando para virilha, associada a náusea, vômito e hematúria (sangue na urina). Nem sempre há sintomas; alguns são descobertos por acaso em exames de imagem realizados por outra doença.

P: Todos os cálculos precisam ser removidos? R: Não. Cálculos pequenos (<5mm) frequentemente passam espontaneamente. Maiores, sintomáticos ou que obstruem precisam de intervenção (litotripsia, ureteroscopia, nefrolitotomia percutânea).

P: Como prevenir novos cálculos? R: Hidratação adequada (2-3L água/dia), reduzir sódio e proteína animal, manter peso saudável. Investigar tipo de cálculo para orientações específicas (cálcio, ácido úrico, etc.).


Infertilidade Masculina

P: Quando procurar avaliação por infertilidade? R: Após 1 ano de relações sexuais desprotegidas sem gravidez (ou 6 meses se mulher >35 anos). Homens com histórico de criptorquidia, trauma testicular ou infecções também devem investigar.

P: Quais são as causas mais comuns? R: Varicocele (dilatação de veias testiculares), oligozoospermia (poucos espermatozoides), astenozoospermia (espermatozoides lentos), teratozoospermia (forma anormal), obstrução ou problemas hormonais.

P: Varicocele sempre causa infertilidade? R: Não. Presente em 15% dos homens férteis. Causa infertilidade em ~40% dos casos. Tratamento (cirúrgico ou endovascular) melhora parâmetros seminais em 60-70%.


Câncer Urológico

P: Quais são os sinais de alerta para câncer? R: Hematúria (sangue na urina), dor persistente, perda de peso inexplicada, massa palpável, sintomas urinários progressivos. Qualquer hematúria merece investigação. Infelizmente tumores de próstata só provocam sintomas quando estão muito avançados, por isso é necessário fazer avaliação periódica a partir de 40 anos. Tumores de testículo se manifestam pelo aumento do testículo, caso ocorra, procuer um urologista imediatamente.

P: Câncer de bexiga é sempre grave? R: Não. Estadiamento varia. Tumores superficiais (não-músculo invasivos) têm melhor prognóstico. Invasivos requerem tratamento mais agressivo. Detecção precoce melhora significativamente outcomes.

P: Qual é a taxa de cura do câncer de próstata? R: Excelente quando detectado cedo (localizado): >95% em 5 anos. Metastático: prognóstico reservado, mas tratamentos modernos melhoraram sobrevida significativamente.


Saúde Urológica Feminina

P: Urologista atende mulher? R. Esta é a pergunta mais comum no consultório quando uma mulher nos procura. Ela é feita pelas própria mulheres e também pelos nossos pacientes homens. O urologista cuida também das doenças dos rins, ureteres e bexiga. Todas estas doenças acometem também as mulheres e por isso elas nos procuram.

P: Quando devo procurar urologista sendo mulher? R: Infecções urinárias recorrentes, incontinência, dor ao urinar, hematúria, dor pélvica crônica ou disfunção sexual com componente urológico.

P: Cistite intersticial é comum? R: Afeta ~1-2% da população, predominantemente mulheres. Causa dor pélvica crônica, urgência e frequência urinária. Diagnóstico é desafiador; requer exclusão de outras condições.